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O que é isso?





NOTAS

Polícia 1 x 0 Bêbados ao volante
Eduardo Graeff | 05/07/08 10:01
Quem diz que repressão não funciona? O número de mortos e feridos no trânsito já diminuiu por conta da chamada "lei seca". Aliás, mal chamada. O sentido da lei é "motorista sóbrio". A lei pode estar mal calibrada. Se o ministro da Justiça prevê que a polícia vai ter que usar bom senso para distinguir o motorista bêbado do padre que acabou de tomar um gole de vinho na missa, está na cara que a tolerância-zero, neste caso, vai dar margem a confusão e propina. Mas que a repressão funciona, está provado que funciona. Tanto a repressão virtual da publicidade sobre a nova lei como a intensificação da repressão efetiva da polícia nas estradas. Segundo a Folha de S. Paulo, a polícia estadual investiu R$ 800 mil na compra de bafômetros. Só com a diminuição dos mortos e feridos num único fim de semana, dá para dizer que o investimento se pagou. Clique aqui se você não tem acesso à edição digital da Folha.
Sentimentos x preconceitos
Eduardo Graeff | 02/07/08 08:14
O bisturi de Reinaldo Azevedo, afiado como sempre, disseca as reações de uma parte da imprensa às lágrimas de FHC. Vale conferir no blog do tio Rei.
Ruth Cardoso
Eduardo Graeff | 26/06/08 14:35
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Quando ela estava no hospital, mandei um e-mail desejando melhoras. "Para alegrar os olhos", anexei a foto de um ipê roxo que aparece numa nota aí embaixo. Na terça-feira à tarde ela respondeu. Animada, confiante. Agradeceu a lembrança da foto do ipê. A notícia da morte chegou pouco depois do e-mail. Hoje, no cemitério da Consolação, lá estava um ipê rosa, brilhante contra o céu azul, guardando a sepultura de Ruth. As coisas simples e bonitas sempre combinaram com ela.
Bio-dilema
Eduardo Graeff | 23/06/08 09:04
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Li há dias que MacCain se declarou contra os subsídios ao etanol de milho americano e contra a barreira ao etanol de cana brasileiro, enquanto Obama é a favor das duas coisas. The New York Times de hoje fala das relações próximas de Obama com os produtores americanos de etanol. Vamos mesmo ficar divididos entre o coração e o bolso nessa disputa. No meu caso o coração está levando vantagem, por enquanto. Um mulato democrático na Casa Branca seria um alento para o mundo. Melhor só se fosse um mulato democrático do litoral, feito o Caetano. Tinha que ser do corn belt? Foto de Charlie Neibergall/Associated Press
O básico do básico
Eduardo Graeff | 23/06/08 07:51
Maria Helena Guimarães e João Batista Oliveira discutem no blog de Simon Schartzman o que há de novo - e promissor - nos últimos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB. "As evidências apontadas nos estudos econométricos corretamente indicam o peso dos condicionantes extra-escolares como fatores explicativos do desempenho escolar. Parece-me, no entanto, fundamental mostrar o que faz diferença no modo de funcionamento das escolas para estimulá-las a melhorar e indicar as boas práticas que estão ao alcance de todos."
Cuidado, ipê roxo na pista
Eduardo Graeff | 21/06/08 19:20
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O Ministério da Saúde aconselha: não tome LSD. Se tomar, não dirija. Se dirigir, evite o eixão da Asa Norte nesta época. Você arrisca ser parado... Por blitz da polícia? Não. Pela florada dos ipês roxos ao longo da avenida. De cabeça limpa já é um espetáculo quase lisérgico. Com ácido, imagino, não tem motorista que consiga tirar os olhos dos ipês e prestar atenção na pista. É acidente certo. Melhor apreciar o espetáculo a pé, num domingo, quando o eixão fica fechado para os carros e aberto para os pedestres, ciclistas, skatistas, cadeirantes, bebês de carrinho etc. A explosão de cor dura uns dez dias. Depois as flores vão caindo e o roxo esmaecendo. Mas não fique triste. É só sentar e esperar pela florada dos ipês amarelos em setembro.
E por falar em banditismo
Eduardo Graeff | 05/04/08 11:35
O PT pratica banditismo político usando o poder do Estado para se manter no poder, Augusto de Franco escreveu na Folha de ontem Quem não tem acesso online à Folha pode ler aqui. Quem ainda acha isso um exagero deve ler a Época desta semana. Ela revela que a Receita Federal escalou um filiado e candidato a vereador do PT para auditar as contas do PSDB. Auditoria que concluiu pela cassação da imunidade tributária do partido por motivos fúteis, que o PSDB contestou e vai derrubar na Justiça. Mas que vazou para a imprensa antes da conclusão do processo - a única auditoria que vazou até agora entre as feitas nos principais partidos, incluindo o PT. Quem não tem acesso online à Época pode ler um resumo da matéria no Blog do Josias.
A anti-reforma política
Eduardo Graeff | 30/03/08 08:58
Notícia do Estadão de hoje: "Base articula mandato de cinco anos sem reeleição" (clip aqui). O eleitorado tem lidado bem, obrigado, com o instituto da reeleição nos três níveis de governo. Acabar com a reeleição serviria exclusivamente para ajustar o calendário político às conveniências de candidatos e partidos. Puro casuísmo. Não só injustificável, mas arriscado do ponto de vista do bom funcionamento da democracia. Porque com o fim da reeleição vêm os penduricalhos. Quatro anos é pouco, reconhecem. Aumenta o mandato presidencial para cinco. Mas aí descasa o mandato presidencial com os dos deputados e senadores. Receita comprovada de crise. Então aumenta todos os mandatos para cinco anos. Ah, e aproveita para unificar os mandatos nacionais, estaduais e municipais. Afinal, quem agüenta ficar ouvindo as queixas e dando satisfações aos eleitores a cada dois anos? Eleições só de cinco em cinco anos, e olhe lá. Que a aliança do lulo-petismo com o profissionalismo político pense em aumento/ prorrogação geral dos mandatos para viabilizar seus projetos de poder não me surpreende. Que o PSDB possa coadjuvar essa traição à democracia me horroriza.
O grande aloprado
Eduardo Graeff | 29/03/08 09:24
Dora Kramer, impecável, aponta para o responsável maior pelo dossiê anti-FHC: Lula. "Sua tolerância para com infratores - sejam produtores de dossiês, invasores de contas bancárias ou agentes públicos flagrados em atos de corrupção - é o que autoriza subordinados a agirem com a desenvoltura da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, e de outros tantos que a antecederam nessa rotina de malfeitorias sem castigo." Quem não tem acesso ao Estadão online pode ler a íntegra da coluna aqui.
Comendo mosquito
Eduardo Graeff | 25/03/08 07:40
"Entre o inseto e o inseticídio", como diria Caetano, Lula não vacilou. Instrumentalizou ambos na campanha eleitoral de 2002. Botou a culpa da escalada da dengue naquele ano no Ministério da Saúde. E escalou os mata-mosquitos para infernizar José Serra a troco de uma promessa de emprego federal permanente. Eleito, mandou o novo ministro da Saúde, Humberto Costa, tomar as proverbiais enérgicas providências contra o mosquito. "A decisão de eleger a dengue como prioridade número um do ministério nos meses de verão é do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva", noticia a Folha de 4 de janeiro de 2003. Ah, deu o emprego prometido aos companheiros mata-mosquitos. No fim saíram ambos no lucro, os mata-mosquitos e os mosquitos, como estamos vendo no Rio de Janeiro. Quem não tem acesso à Folha online pode conferir a íntegra da notícia de 2003 aqui.
E no Equador não vai nada?
Fernando Jorge | 05/03/08 07:16
O posicionamento de diversas chancelarias latino-americanas - e mais ainda a brasileira - está obviamente descalibrado e fortemente influenciado por um viés esquerdo-idiotista. Todos correm para defender a soberania territorial equatoriana que teria sido violada pelo ataque colombiano. Esta, todavia, é só uma parte (e talvez menos da metade) de toda a questão. O Equador, para poder se valer e argüir soberania, não poderia colaborar com e abrigar (a 1800 metros da fronteira com a Colômbia) o comando de um movimento terrorista e avassaladoramenete antihumanitário. torturador, narcotraficante e reacionário que atenta contra a soberania e o estado de direito do pais vizinho. Poderia sim exigir o respeito a suas fronteiras mas para isso precisaria também dar combate aos que se acorbertavam nesta soberania se protegendo na posição de agressores inalcansáveis, protegidos por limites de fronteira. A posição coerente das chancelarias e governos que quisessem efetivamente preservar o respeito territorial no continente deveria ser a de condenar a invasão mas condenar antes proteção que o Equador - por omissão provavelmente intencional - deu aos abomináveis torturadores.
Lulinha gás e rancor
Eduardo Graeff | 01/03/08 11:25
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Lula, anteontem no Sergipe, reage à possibilidade de impugnação de seu recente pacote sócio-eleitoral e manda o Judiciário "meter o nariz nas coisas deles". Só vendo.
Neo-fisiológicos
Eduardo Graeff | 29/02/08 09:25
Fundamental para entender o que separa tucanos e petistas a coluna de Merval Pereira hoje n'O Globo. O livro que ele cita, "Governo Lula: contornos sociais e políticos da elite do poder", de Maria Celina D´Araújo, pode ser baixado do site do CPDOC seguindo este link. A coluna de Merval também pode ser lida aqui.
"A discussão tem que ser pública"
Eduardo Graeff | 22/02/08 14:04
Um artigo de Rubens Glasberg repõe e amplia em termos técnicos o mesmo argumento que eu coloquei em termos político-polêmicos contra o atropelo do sistema regulatório das telecomunicações pela compra da Brasil Telecom pela Telemar. "Um fato é inegável: passados dez anos, o modelo do ministro Sérgio Motta, que promoveu um fantástico desenvolvimento das telecomunicações, começa a implodir. Baseado no binômio competição/ universalização da telefonia convencional, o projeto não é mais adequado ao mundo da tecnologia IP e da convergência. O modelo de negócios da telefonia baseado na tarifação diretamente proporcional ao tempo de uso e à distância da ligação está morrendo. O que se vende hoje é banda. A disputa é pelo acesso em banda larga tanto por fio quanto sem fio (wireless). E mais: há uma crescente interpenetração dos serviços fixos e móveis. Deixaram de existir áreas estanques como fixo, móvel ou longa distância, sobre as quais se fundamenta toda a regulamentação atual. É preciso rediscutir o modelo, como já o fizeram vários países. Não será a mera fusão ou incorporação BrOi que resolverá questões básicas. A discussão tem que ser pública e no interesse público." O artigo de Glasberg saiu na Folha de ontem. Os meus, também na Folha, em 24 de janeiro e 19 de fevereiro. Os três também podem ser achados neste site.
Luiz Gonzaga, rei da inovação
Eduardo Graeff | 22/02/08 09:40
O rei do baião, um grande inovador no seu ramo, ficaria danado de faceiro de saber que um chará e conterrâneo dele é o brasileiro que mais registrou patentes em 2007, segundo a Organização Mundial de Propriedade Intelectual. Está na Folha de hoje. Nosso rei da inovação é Luiz Gonzaga Granja Filho, cirurgião cardíaco pernambucano. A má notícia é que o Brasil continua fraquinho no ranking da OMPI, em 24° lugar, a anos luz dos Estados Unidos e atrás dos outros gigantes em desenvolvimento - China, Índia e Rússia. O Brasil, incluindo filiais de multinacionais que operam no país, registrou 384 patentes em 2007; a China, 5.456; os Estados Unidos, 52.280. Crescimento alavancado pelas exportações de commodities para a China? Legal. Mas o jogo que vale para as eliminatórias da copa do século XXI é o da inovação. Aí, se não nos cuidarmos, a China vai nos jantar. Aliás, já está jantando.
Fascismo: Pesquisadora da USP, financiada pela Fapesp, foi deportada da Espanha
José de Souza Martins | 21/02/08 07:43
Patrícia Magalhães, mestranda do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, com financiamento da Fapesp, que aceitou e a aprovou seu pedido de auxílio para apresentar um trabalho no Instituto Superior Técnico de Lisboa, fez a viagem pela Ibéria, via Madri, porque a passagem era mais barata. Cidadã, economizava dinheiro público. Foi detida no aeroporto de Barajas, ficou presa 3 dias, e deportada de volta para o Brasil. Não teve o socorro do consulado brasileiro nem do governo brasileiro. Repasso a notícia publicada hoje pela Folha de S. Paulo, profundamente indignado, porque várias vezes também fui vítima de discriminação em aeroportos europeus. Além da grave omissão das autoridades brasileiras, registro a atitude fascista das autoridades espanholas.
Informação
José de Souza Martins | 20/01/08 20:12
A partir desta terça-feira, terei também uma coluna no semanário "O São Paulo", jornal da Arquidiocese de São Paulo. Nela tratarei de temas sociais, políticos, econômicos e históricos. É um retorno ao jornal, pois fui dele colaborador eventual nos anos 80.
Vida de cachorro
José de Souza Martins | 10/01/08 08:25
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Na veia dos outros
Eduardo Graeff | 08/01/08 08:52
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Lula falou em "cortar na veia" para absorver a perda da CPMF. Se fosse para se referir a contenção de gastos do governo, a expressão mais usual seria "cortar na carne". Ato falhado? Corte na veia mesmo, com sangria tributária, quem vai continuar sofrendo é a sociedade. Corte na veia e no osso dos investimentos em infra-estrutura que serão mais uma vez adiados. A maminha dos gastos de custeio do governo, ah, essa eu quero ver cortar.
Para rir ou chorar
Eduardo Graeff | 02/01/08 16:28
É mesmo o governo da piada pronta. Piada velha, no caso. Lembra aquela da moça pudica dizendo ao moço assanhado: "Você tem vinte minutos para tirar a mão daí"? Pois é. Só que foi o governo Lula que deu a si mesmo seis meses para continuar desfrutando o descontrole dos convênios da União com estados, municípios e ONG's. O decreto moralizador que deveria começar a valer ontem teve a vigência adiada para 1º de julho. Às vésperas das eleições municipais.
Escravidão: fim de missão
José de Souza Martins | 31/12/07 10:58
Termina hoje, 31 de dezembro de 2007, meu quarto e último mandato trienal de membro da Junta de Curadores do Fundo Voluntário das Nações Unidas contra as Formas Contemporâneas de Escravidão, que se reúne periodicamente em Genebra, Suíça, no Palais Wilson ou, eventualmente, no Palais des Nations. A Junta é um setor do Alto Comissariado de Direitos Humanos.
Onde estão os estatistas?
Eduardo Graeff | 11/10/07 08:47
Notou que, apesar da resolução do diretório nacional, não apareceu ninguém do PT para defender a reestatização da Vale? O discurso estatista ficou restrito à extrema "esquerda"do MST, PSTU etc. - do socialismo reacionário ou feudal, diria o velho Marx - enquanto Lula se vangloria da "espetacular" privatização de rodovias que acaba de fazer. Será que também vamos largar essa bandeira na mão dele? Leia, a propósito, ótimo editorial no Estadão de hoje.
Terapia de dessensibilização
Eduardo Graeff | 10/10/07 08:49
Aí, amiguinhos petistas, repitam com o tio Lula: pri-va-ti-za-ção. Viu? Não dói. É bom... Ah, sim: nunca antes neste país se fez privatização tão espetacular.
Deu caruncho na República
Eduardo Graeff | 30/09/07 12:24
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De arrepiar o relato de Suely Caldas hoje no Estadão, da cooptação de funcionários de carreira da Petrobras por partidos políticos da base governista, começando pelo PT. Os estatistas gritam contra o "desmantelamento" do Estado para tudo que signifique racionalização de gastos e funções e limitação de vantagens descabidas de funcionários. O que acontece na Petrobrás e por toda parte na administração federal é pior do que desmantelamento, porque invisível: é a máquina estatal sendo comida por dentro (carcomida, como se dizia da Velha República) pelo caruncho da politicagem, seja na versão tradicional do "fisiologismo" (lembram quanto o PT brandia essa palavra como um chicote contra os adversários?), seja na versão pseudo-moderna do "aparelhismo" sindical-partidário. Sob o olhar complacente da rainha-mãe desse cupinzeiro, o presidente Lula.
Você abusou
Eduardo Graeff | 28/09/07 17:51
Vai ver o senador Wellington Salgado tem razão: falta carinho e atenção no tratamento de Lula para com sua base. E respeito, eu diria. Assim não dá! Até a Bebel tem seu brio...
Pesos e medidas
Eduardo Graeff | 27/09/07 18:01
Lula há duas semanas, sobre a absolvição de Renan Calheiros pelo Senado: "Eu acho que nós precisamos nos habituar a acatar as decisões das instituições que nós submetemos. Ou seja: eu não posso admitir que eu só posso acatar o resultado quando ela favorece aquilo que eu pensava". Lula hoje, sobre a derrubada da MP que criava a Secretaria de Ações de Longo Prazo: "Eu acho que não havia nenhum motivo para que o Senado derrubasse a medida provisória... O dado concreto é que vamos ter um Ministério, porque nós precisamos, eu estou querendo construir e por isso criamos uma secretaria estratégica para pensar o Brasil para 2022".
Mis macaquitos queridos
Eduardo Graeff | 27/09/07 07:42
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"O povo argentino tem características de composição social que, junto com a imigração européia, geraram uma capacitação do capital humano francamente distinta das demais nações latino-americanas. É um povo que não tem os problemas de caráter étnico, religioso ou migratório dos outros países do continente", disse Cristina Kirschner. Em bom português, um povo quase sem negros e índios (estes, dizimados pelo exército nacional no século XIX no que foi provavelmente uma das primeiras limpezas étnicas modernas). Ou, em bom espanhol, um povo livre de "macaquitos", como às vezes nos chamam carinhosamente os irmãos argentinos. Ela acha isso um ponto de venda para os investidores estrangeiros. Pois é. Mas o tango, que o mundo adora, tem ginga dos negros - poucos, "pero cumpridores" - da beira do cais de Buenos Aires. Quer dizer, a cabeça dos argentinos pode se achar européia. Já a bunda...
Um conto americano
Eduardo Graeff | 22/09/07 09:06
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Uma igreja Batista num subúrbio de Atlanta, Georgia, que até uns anos atrás era abertamente racista, quase fechou e para sobreviver abriu-se a refugiados de mais de 15 países, negros na maioria. Perfeito para confortar o coração no fim de semana. De passagem, serve para lembrar por que The New York Times é considerado o melhor jornal do mundo.
The World Comes to Georgia, and an Old Church Adapts, The New York Times (22/09/07)
Liberdade a perigo
Eduardo Graeff | 20/09/07 08:23
Manchete do Correio Braziliense de hoje: "Tráfico tenta calar o Correio à bala. Não conseguirá". Isso no entorno de Brasília. No miolo da República ladrões de casaca tentam a mesma coisa na base da pressão econômica e CPI. Vão conseguir?
O poder das (des)interpretações estatísticas
Ana Lobato | 27/07/07 12:05
A construção, administração e disseminação de estatísticas constitui uma questão central no gerenciamento das sociedades modernas, no planejamento de seu futuro e mesmo na dimensão democrática de um país. A necessidade de instituições independentes do poder político de turno nas tarefas vinculadas à construção das bases de dados parece ser a alternativa mais adequada para reduzir as tentativas quase naturais de todo governo de manipular a construção das bases de dados para se perpetuar e ampliar o poder. No Brasil está, nesse aspecto, no meio caminho entre um Estado totalitário (no qual as estatísticas são assumidas como uma das múltiplas ferramentas de controle social) e um país com maior densidade democrática (no qual a produção de estatísticas é gerada por intuições públicas independentes). Enquanto o IBGE goza de alguma independência e constrói séries com credibilidade a maioria das grandes bases de dados (em geral, registros administrativos) estão administrados por esferas do Governo Federal totalmente vinculadas às instâncias políticas.
ARTIGOS

Um mundo mais equilibrado
Luiz Carlos Mendonça de Barros (25/07/08)

O DEBATE mais interessante entre os analistas que acompanham a economia global está centrado em dois modelos antagônicos para explicá-la. O primeiro trabalha o conceito de que a economia mundial continua centrada nos ciclos dos Estados Unidos. A outra leitura -que me parece correta- incorpora as mudanças que vêm ocorrendo e reflete sobre um mundo em que os Estados Unidos não são mais o seu pólo HEGEMÔNICO.

A detestável escolha para Lula
Marco Antonio Rocha, O Estado de S. Paulo (21/07/08)

Poderá o presidente Lula, um dos mais espertos e ensaboados políticos do Brasil moderno, ver-se prisioneiro da velhíssima arapuca que a economia arma para todo governante mundial? Tudo indica que já está diante dela, e da detestável escolha entre recessão ou inflação. A questão é saber com qual das duas vai querer encerrar o seu segundo mandato. Mas dificilmente terá o fecho de ouro de uma inflação rastejante com economia galopante - como teve até há pouco.

O fundo soberano
Fabio Giambiagi, Folha de S. Paulo (21/07/08)

O GOVERNO pretende criar um fundo soberano, a ser constituído nos próximos anos, em função da bonança da arrecadação, inicialmente com parcela do superávit primário superior à meta de 3,8% do PIB e, no futuro, com os recursos extraordinários a serem colhidos quando começar a exploração das novas reservas de petróleo. O propósito deste artigo é questionar a conveniência da criação desse fundo.

O etanol e a solidão das vaquinhas brasileiras
Rogério Cezar de Cerqueira Leite, Folha de S. Paulo (06/07/08)

DE TODAS as críticas que se erigiram nos últimos cinco ou seis meses ao álcool combustível de cana-de-açúcar, a mais renitente é aquela que se refere à competição com a produção de alimentos. No que segue, vamos demonstrar que há muita ignorância e uma certa dose de má-fé no alicerce desses argumentos.

Sobre lagartixas e dragões
Gustavo Franco, Folha de S. Paulo (05/07/08)

AS PESSOAS estão exageradamente assustadas com a inflação, a começar pelo ministro da Fazenda, e isso é muito bom. Felizmente, exatos 14 anos depois do Plano Real, a memória do flagelo da hiperinflação permanece viva, ainda que embaçada.

Luta de classes no Brasil
Eduardo Graeff, Folha de S. Paulo (03/07/08)

UM JUIZ da Suprema Corte dos Estados Unidos ganha 208 mil dólares por ano. Um ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, os mesmos 208 mil dólares, ao câmbio de 1,6 real por dólar, ou mais, se aplicada a paridade de poder de compra dólar x real. Legal! Temos juízes tão bons quanto os do Primeiro Mundo. Aliás, melhores.

O real e o abstrato
Ilan Goldfajn, O Globo
(01/07/08)


A preocupação a curto prazo é a inflação, sem dúvida. Mas o risco maior para o crescimento a médio e longo prazos situa-se numa outra esfera. Melhor explicar com frases que ilustram o ponto. O ministro de Minas e Energia afirmou que "não se cogita absolutamente mudar os contratos existentes. Estamos sendo absolutamente generosos", e "na medida em que as empresas apenas estejam auferindo lucros em demasia, deveremos rever essa situação, em benefício de todos" ("Valor Econômico", 27/06). Comentava sobre os "contratos" de exploração de petróleo e o desejo do governo de criar mais uma estatal para a nossa vasta coleção. Os "lucros em demasia" a serem revertidos são no setor de mineração.

De feliz memória
Marina Silva, Folha de S. Paulo (30/06/08)

NOS IDOS de 1995, o Acre vivia um dos períodos mais truculentos de sua história política. Esquadrão da morte, assassinatos brutais, perseguições. Jorge Viana era prefeito de Rio Branco e eu senadora em primeiro mandato. Nesse período, convidamos Ruth Cardoso para conhecer nossos programas sociais.

Ruth, a opção pascal na política
José de Souza Martins, O Estado de S. Paulo (29/06/08)

Só em 1994, com a posse de Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, se firmou entre nós a real possibilidade de um novo regime político, democrático e pluralista, baseado no respeito aos direitos humanos. Até então, ameaçado pela morte precoce de Tancredo Neves, o regime pós-ditatorial periclitara nas mãos de herdeiros da cultura política do antigo regime.

Aperto e responsabilidade
Gustavo Franco, Folha e S. Paulo (28/06/08)

BILL CLINTON, quando esteve no Brasil, disse, a propósito dos problemas econômicos dos EUA, algo que cabe muito melhor para os nossos: sempre escolhemos a alternativa correta, mas nunca sem antes experimentar todas as outras.

Ruth
Augusto de Franco, Folha de S. Paulo (26/06/08)

A HISTÓRIA não anda para a frente. Aliás, ela não vai para lugar nenhum. Nós é que vamos. Ou não vamos. No final de 1999, o responsável pelas relações do Banco Mundial com a sociedade civil, freqüentador assíduo de nossas atividades, me dizia, num restaurante no aeroporto do Galeão, que Ruth fazia um trabalho extraordinário, mas não seria bem compreendida porque estava dez anos à frente da sua época.

Novas tensões globais
Rubens Barbosa, O Estado de S. Paulo (24/06/08)

Questões relacionadas com as mudanças de clima ainda são tratadas no Brasil como temas de meio ambiente. A realidade é que os efeitos das mudanças climáticas começam a repercutir fortemente na geoeconomia e na geopolítica mundial e terão grande impacto sobre a política internacional e sobre muitos aspectos sociais e populacionais. Mais cedo do que se pensa, as conseqüências do aquecimento serão encaradas como questão de segurança nacional.

Duplo Brasil, dupla cidadania
José de Souza Martins, O Estado de S. Paulo (22/06/08)

A tragédia da entrega punitiva de três jovens da favela da Providência a traficantes da Mineira, que os torturaram, espancaram e assassinaram com 46 tiros, situa-se num cenário de desagregações sociais e políticas mais amplo do que o que vem sendo considerado. O simbólico abandono dos corpos num lixão de Duque de Caxias é recado para dizer a todos nós quanto vale o ser o humano nessa melancólica trama que agrega o bem ao mal.

"O PSDB nunca vai ser satélite do PT"
Fernando Henrique Cardoso, entrevista ao Valor Econômico (20/06/08)

No dia 25 de junho de 1988 o PSDB nasceu sob a proposta de estar "longe das benesses oficiais mas perto do pulsar das ruas". Vinte anos depois da criação, seu enraizamento popular está longe de se concretizar. Um dos autores do programa inaugural do partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, reconhece as dificuldades do PSDB de se aproximar das bases da sociedade mas diz que a força do partido são seus quadros e a perspectiva de poder de seus candidatos em 2010.

"Lula corre risco muito grande de déficit externo"
Luiz Gonzaga Belluzzo, entrevista à Folha de S. Paulo (16/06/08)

O PAULISTANO Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, 65, um casal de filhos, "duas ex-mulheres ótimas", é um dos principais conselheiros econômicos informais do presidente Lula. Classifica-se ideologicamente como "keynesiano socialista reformista". Nesta entrevista, esse bem-humorado palmeirense revela as sugestões que dá ao corintiano Lula. Fala da crise internacional e defende ação do governo em negócios privados.

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